2012 foi “o” ano

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Me despeço de 2012 sorrindo. Olhando para trás e lembrando de tudo o que passou em um ano tão incrível. Quando eu tiver uns 80 anos vou lembrar do meu passado e, com certeza, 2012 terá sido um daqueles anos inesquecíveis e marcantes.

2012 foi o ano em que me tornei jornalista. Profissão até um pouco desvalorizada mas, gente, posso falar? Encho a boca pra dizer que sou jornalista, com diploma e tudo. Um sonho da vida me graduar no que sempre sonhei ser. Escrever, era isso. Era isso que fazia desde pequena e era isso que queria me tornar. Foi então que em 2012 peguei meu canudo – tão esperado – e agora assino como jornalista quando perguntam minha profissão – não sou mais ‘estudante’, ufa. Só isso já seria suficiente, mas…

o Moda Possível se ‘consolidou’ também em 2012. Criado no finzinho de 2011, foi neste ano que ele evoluiu e cresceu, apesar de agora andar paradinho. Espero que aos poucos voltemos ao ritmo de sempre, mas, enquanto isso, vou postando meus highlights da viagem no instagram e lá na página do blog no facebook. É também a realização de um sonho. De poder escrever o que eu gosto, de falar diretamente, sem firulas. E de mostrar o meu lado das coisas, um lado sem tanto glamour mas muito especial também…esse mundo dos brechós, das barganhas, de achar peças baratinhas e ficar toda contente. Consegui várias leitoras super especiais em 2012 que espero manter por muito tempo. Recebi elogios incríveis, uma ou outra crítica e guardo no coração cada palavra querida que vocês escreveram. Enfim, o Moda Possível é uma das coisas mais especiais da minha vida e espero que vocês continuem acompanhando. Obrigada pela paciência, mesmo. 

Foi em 2012 que me senti madura. A gente passa por uns percalços na vida e não sabe bem se é uma criança chorona ou se cresceu o suficiente. Neste ano posso falar que cresci. Não sei se o suficiente, mas com alegrias e uns tombinhos aprendi tanto…sou tão tão tão mais forte do que era há uns cinco ou seis anos atrás. Choro menos mas me emociono com muito mais facilidade. Vejo beleza nas coisas pequenas, coisa que antes era difícil. Mas a coisa mais importante que aprendi nos últimos anos é que devemos nos bastar. Gostar da nossa própria companhia. Saber fazer as coisas sem precisar de ninguém do lado. E isso não quer dizer viver numa ilha, isolado de tudo e todos. Amo minha família, temos um contato mais do que próximo. Amo meus amigos, estar na companhia das pessoas, rir…mas isso não quer dizer que eu não possa fazer outras coisas sozinha. Ao contrário do que parece, isso quer dizer que suas relações são feitas com bases mais maduras, não apenas pelo medo de ficar só. Você, ao mesmo tempo, se torna mais seletivo. E quer dizer que, em alguns momentos, podemos – e devemos – nos virar somente com a nossa própria companhia. Curtir um jantar sozinha. Uma noite de reflexão. Um cinema solo. Eu nunca – nunca mesmo – imaginei nem mesmo ir ao cinema sozinha. Achava o cúmulo da solidão. Mas ficar sozinha em casa é menos solidão que ir ao cinema, comer uma pipoca, dar risada com um filme bacana? Nunca, tampouco, imaginei fazer uma viagem sozinha e ainda mais vir morar sozinha em um país distante. Mas fiz e amei. E indico pra quem quer que for.Depois de viajar praticamente sozinha para a Argentina e, agora, estar há mais de dois meses em Londres tendo vindo sozinha, posso dizer que foram decisões certíssimas. Apesar de parecer mega solitário, é um exercício incrível de autoconhecimento e reflexão.

Uma das coisas que (ainda bem!) não mudaram foram meus amores. Continuei amando sem precedentes aquele conjunto de pessoas que me enchem o coração de alegria: meu (incrível) paizinho Carlos, minha (espetacular) mamita Gisele, minha maravilhosa irmã Mayra e meu amor lindo, André. Ah, sem esquecer da Babynha, minha pequena linda. Vocês são o motivo de tudo e me trazem toda a paz e segurança que eu preciso. Meus lindos, amo vocês.

E, por fim, em 2012 realizei o grande sonho da minha vida. Um sonho antigo, mas que chegou na hora perfeita para que eu pudesse aproveitá-lo ao máximo e crescer (muito!) a partir dele. Estou escrevendo diretamente de Londres e parece mentira viver aqui. A experiência é das mais ricas da minha vida, o crescimento profissional e pessoal é, sem dúvida, uma coisa excepcional e vou levar tudo que está acontecendo aqui pro resto da minha vida. EU ♥ LONDRES! E tô feliz demais aqui!

Para não esquecer e acabar incluindo uma lista de desejos como nos anos passados, em 2012 em vez de pedir venho agradecer. Pelas oportunidades, pelo crescimento, pela saúde e pela generosidade das pessoas que encontro por aí. Obrigada, sempre. 2012 foi um ano memorável e espero que 2013 seja tão especial quanto.

Um beijo enorme para todas vocês! Tenham um Natal maravilhoso, não se esqueçam do mais importante: o amor! Amem seus pais, avós, tios, primos, filhos, seus maridos/namorados, seus irmãos, seus bichinhos de estimação, seus amigos e todos ao seu redor. Tudo de mais lindo que existir. Não se esqueçam nunca de agradecer pelas coisas boas que aconteçam com vocês e sorrir. Sempre.

Naiá

Ps: Há algumas semanas minha irmã me ensinou uma ‘técnica’ bem interessante que consistia em anotar, ao fim de cada dia, três coisas boas que aconteceram. Gente, é o melhor exercício da vida. Porque é ruim aquela mania que a gente tem de fazer balanços negativos sempre, né? Acho muito bom filtrar só o positivo, só o que fez a gente feliz e tentar, mesmo em um dia ruim, achar momentos bacanas. Tentem, eu amo fazer isso todas as noites, antes de dormir. Me dá uma tranquilidade incrível antes de dormir e uma energia boa para o dia seguinte. Obrigada irmã linda pela dica, amo.

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