As compras de Buenos Aires – roupas

Perguntei lá na fan page do blog (aqui!) se o post de hoje deveria ser sobre as roupas ou as maquiagens que comprei em Buenos Aires e a maioria votou nas roupas. Meu objetivo na viagem era, lógico, aproveitar a cidade, passear muito e não ficar só entrando em lojas o dia todo. Mas como é inevitável sair sem nenhuma compra, consegui riscar alguns itens da minha lista de desejos: a tal da calça colorida e uma legging estampada. 

A legging com estampa étnica não é uma peça fácil de usar não. Escolhi tons que amo, como o preto e o branco mas precisa ter muito cuidado pra não ficar meio Suellen.  Ainda estou pensando num look pra usar com ela mas não cheguei a uma conclusão. Custou 210 pesos que equivale a cerca de 80 reais e foi comprada na loja Ona Saez, na Avenida Santa Fé.

Já a calça colorida (não consegui definir a cor…às vezes acho que é um tom meio pastel, às vezes um tom neon beeem suave…que dúvida! o que acham? ) é uma peça bem fácil de usar. Prefiro misturar com tons neutros como o branco, bege, preto, cinza e variações que fica bem chique e não fica com aquela cara de Restart que eu tinha tanto medo. Foi comprada na loja La Luna, também na Avenida Santa Fé e custou 230 pesos, mais ou menos 90 reais.

A meia-calça de poás eu já estava querendo uma há algum tempo…foi 40 pesos, uns 15 reais.

A camiseta preta foi comprada na loja Todo Moda, uma loja bem baratinha de acessórios, makes e outras bugigangas que tem em vários lugares de Buenos Aires. É uma loja tem-que-ir! Custou 50 pesos – mais ou menos 20 reais.

Essas foram as comprinhas de Buenos Aires, fui contida, não fui? Vocês gostaram?

Naiá

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Moda e Arte: exposição de Aécio Sarti em Paraty

Meninas, sei que o tema parece totalmente off topic (e não deixa de ser), mas me apaixonei pelos quadros de um pintor que possui ateliê em Paraty e tive que mostrar para vocês. O nome dele é Aécio Sarti e, não sei vocês, mas senti um tom muito forte de moda nos quadros, com referências às estampas, modelagens, o traço parecendo um croqui…

As telas são feitas de lonas de caminhão ou velas de barco recicladas e o efeito ao vivo é muito interessante, as cores fortes dão um contraste lindo. Bom, espero que gostem da exposição “Ensaios”, a primeira do artista na cidade, que fica na Casa de Cultura de Paraty até o dia 07 de fevereiro.

Aqui tem fotos quase da exposição inteira! Mas quem vier para Paraty não pode perder, é impressionante! Já fui duas vezes.

A Casa de Cultura de Paraty fica na Rua Dona Gerala, número 177, no centro histórico de Paraty. A visitação para a exposição do Aécio Sarti é gratuita, mas lá existem outros artistas em exposição e, para alguns, é preciso pagar para entrar. Ele também tem um atelier na cidade, que tem vários quadros, de todos os tamanhos e é possível conhecer um pouco mais do trabalho. Fica na Praça da Bandeira, número 01, pertinho do cais. O site dele é o www.aeciosarti.com

E aí, meninas, gostaram? Acham que esse tipo de post é bacana ou preferem que eu não poste coisas do tipo? Beijos, Naiá

Guia dos brechós

De cara, já vou dizer: fazer achados por aí não é nada fácil. Sei disso porque, durante muito tempo, visitava brechós e saía de mãos abanando, sempre pensando que o problema não estava comigo: era o brechó que era ruim. Hoje, um tempo depois, revi meus conceitos posso afirmar que são raros os brechós ruins. Existem, claro, os desorganizados, os um pouco sujinhos, aqueles cujas peças não tem nada a ver com você. Mas olha, com algumas dicas não é difícil achar um item que agrade e, o melhor, com um preço incrível

Pensando nisso, decidi montar um guia (sem pretensões de mudar o mundo) para ajudar as pessoas que querem visitar os brechós e bazares sabendo de algumas peculiaridades.

Santa paciência: realmente, deve ser algo divino, porque a paciência de quem quer fazer achados em um brechó tem que ser grande. A questão é que os brechós não são como as lojas: não são todos extremamente organizados, a peça que você gostou possivelmente não terá em um número maior e nem em outra cor. Por outro lado, você pode conseguir comprar peças ótimas pagando muito pouco. No mais, quando decidir ir a algum brechó, tenha consciência que será uma tarefa um pouco demorada e vá com tempo.

As expectativas: um grande inimigo dos brechós são os ideais que propomos quando saímos de casa. Pensamentos como: “Ai, quero achar aquela camisa pro meu look color block, com bolsos na frente e no tamanho M, mas tem que ser de seda” ou então  “Quero uma bolsa de couro perfeita, modelo carteiro, em bom estado e preço até X reais”. Pensamentos assim devem ser esquecidos, até porque dificilmente serão realizados. Traçar alguns objetivos mais amplos, como procurar, por exemplo, por saias e acessórios é super válido e até ajuda! Mas não idealize os detalhes da peça para não se frustrar. O grande barato dos brechós é a surpresa de encontrar algo bacana sem estar esperando.

. Provador já! A maioria dos brechós que vou tem provador, então, utilize-o! Nunca compre a peça sem experimentar para não chegar em casa e fuén fuen: ela não servir ou ficar totalmente diferente do imaginado.

A compulsão: ok, pras loucas por roupas, acessórios e itens de moda, um brechó é o paraíso com seus precinhos incríveis. Mas não é por isso que você precisa sair de lá com milhões de coisas que nunca vai usar. Use o mesmo princípio que utiliza com as compras em lojas convencionais: só compre se tiver certeza que vai usar (mesmo que nunca o faça, é um bom princípio de exclusão). Pegue as peças que gosta e, ao final da compra, selecione as mais bacanas.

Raio X: Depois de escolher as peças preferidas, analise uma por uma procurando defeitos. Já comprei blusas lindas, mas com furos de traça, rasgos escondidos e coisas que não poderiam ser consertadas por simples distração. O destino? Lógico, doação.  Dê uma boa analisada e só compre se os defeitos forem fáceis de arrumar.

Dinheiro. Sim, sem a ilusão de que brechós aceitam cartões de crédito ou débito. Um ou outro até podem aceitar, mas, se você não conhecer, o melhor é levar dinheiro vivo. Sempre que vou levo cerca de 30 reais, mas cada brechó tem seus preços, alguns mais caros e outros mais baratos. Uma boa dica é: se você for em algum brechó em outra cidade, leve um pouco mais para não se arrepender depois.

Os cuidados. Ao chegar em casa, o melhor a fazer é lavar ou limpar as peças com cuidado, respeitando as indicações de lavagem para cada tecido. Quando é necessário algum reparo, logo depois levo para a costureira ou sapateiro (ansiosa!). Assim, quando você precisar usar a peça, ela vai estar limpinha e arrumada. As roupas, quando delicadas, lavo a mão e os sapatos e bolsas passo um pano úmido para tirar a poeira e sujeiras superficiais. Logo depois, é bom fazer uma limpeza interna com sabão e externa com algum produto específico para o material.

Para saber, muitas peças de brechó são compradas em ótimo estado e outras nem tanto. Algumas dá para arrumar, melhorar muito, mas ainda assim não ficam como novas. Mesmo assim, são peças incríveis e únicas. Tem uma bolsa que é minha paixão, tenho até dó de usar, mas ela tem alguns defeitinhos e parece um pouco velha por conta disso. Mas é uma bolsa única, fofa, com detalhes que nunca acharia em outra. O melhor: custou R$1 e é de couro. Incrível!

Ah, e outra coisa: nunca julguem um brechó pela sua aparência. Já fui em lugares aparentemente ruins que achei diversas coisas boas e outros, com boa aparência, em que não achei nada!

Update: Esqueci de uma coisa: muitas compras, com uma reforma na costureira ou sapateiro, viram uma nova peça! Vale a pena imaginar um vestido mais curto ou adaptada para o seu tamanho, uma bolsa pintada ou um sapato reformado, principalmente pelo preço inicial!

Foto: Escambo Fashion